quinta-feira, 28 de julho de 2011

Orçamento do metrô de Salvador é enfim apresentado pelo Exército

28/07/2011 - Correio 24 Horas

O relatório, que ainda não teve seu valor revelado, foi apresentado anteontem em Brasília

Depois de adiar duas vezes, engenheiros do Exército finalmente apresentaram o orçamento para toda a extensão do inacabado metrô de Salvador, que vai da Estação da Lapa até Pirajá. O relatório, que ainda não teve seu valor revelado, foi apresentado anteontem em Brasília, ao secretário municipal da Casa Civil, João Leão.

O documento será encaminhado hoje para a Companhia de Transportes de Salvador (CTS), que fará um comparativo com o orçamento - incluindo o que já foi executado - da concessionária Metrosal, para verificar se houve superfaturamento.

O resultado deverá ser apresentado na próxima terça. Se forem constatadas irregularidades, ou a Metrosal não concordar com o valor apresentado, deverá ser aberta uma nova licitação, ou o próprio Exército assume o restante das obras.

Fonte: correio 24 Horas

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Moradores param trânsito em protesto por metrô na BA

20/07/2011 - Correio 24 Horas

A manifestação, organizada pelas Associações de Moradores das Cajazeiras, atrapalhou o trânsito do bairro

Os moradores do bairro popular de Cajazeiras, em Salvador (BA), protestaram na manhã desta quarta-feira, no Largo da Feirinha, contra o trânsito caótico da região. Com faixas, eles pediram a execução no bairro do projeto do Metrô da capital baiana, marcado por atrasos e denúncias de superfaturamento nas obras.

A manifestação, organizada pelas Associações de Moradores das Cajazeiras, atrapalhou o trânsito do bairro. O grupo também poderá fazer uma passeata ainda hoje.

Eles reclamam que o trânsito e transporte no bairro é caótico e pedem que a verba enviada pela União para melhorar o transporte em Salvador até a Copa do Mundo de 2014 também seja empregada em obras nos bairros populares. Cajazeiras tem cerca de 1 milhão de moradores, de acordo com o Censo do IBGE de 2010. As informações são da Agência A Tarde.

Em março, a Prefeitura de Salvador estimou que em um ano e meio, o metrô deve funcionar plenamente. Mesmo que as contas não sejam aprovadas pelo TCU, as obras terão continuidade, indicou a administração municipal.

Fonte: Redação Terra
 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Primeira etapa do metrô ainda vai consumir R$ 85 milhões

14/07/2011 - Correio

O dinheiro, no entanto, não tem data para ser liberado - o que acontecerá de acordo com as necessidades

Até o final do ano, a primeira etapa do metrô, que vai da Lapa à Rótula do Abacaxi, ainda vai consumir R$ 85 milhões do governo federal. Segundo o secretário municipal da Casa Civil, João Leão, o valor está garantido pelo Ministério das Cidades e será aplicado na construção de uma estação na Bonocô, além de estacionamentos e passarelas ao longo do percurso e um pátio de manobra.

O dinheiro, no entanto, não tem data para ser liberado - o que acontecerá de acordo com as necessidades. “À medida que formos tocando a obra, mandamos a nota para a CBTU, ela vai lá, fiscaliza e, se estiver tudo certo, libera o dinheiro”, explicou Leão. Ele estima que, em janeiro de 2012, esta primeira etapa esteja liberada para testes. Para a segunda etapa (até Pirajá), um orçamento deve ser apresentado por engenheiros do Exército na semana que vem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Prefeitura de Salvador tenta nova proposta de VLT

12/07/2011 - Transporte e Ideias

A prefeitura de Salvador tenta negociar com o governo do estado uma nova proposta de mobilidade urbana e, dentre as alterações pretendidas, a principal aspiração é a transformação dos 13 quilômetros do trem do Subúrbio Ferroviário em Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). As informações são do jornal “Correio”.

“Vamos investir na climatização, velocidade e segurança porque a infraestrutura já existe”, declarou o secretário municipal dos Transportes, José Mattos. De acordo com o projeto, que tem custo avaliado em R$ 570 milhões - já liberados pelo Ministério das Cidades para o BRT -, a expectativa é que os trens sejam integrados ao trecho do metrô que já está em construção, na Estação da Lapa. Com isso, seriam mantidos os 22 quilômetros de BRT (ônibus de trânsito rápido) da Rótula do Abacaxi ao aeroporto. Então, após a Copa, eles passariam pela transformação a metrô.

Já o chefe da Casa Civil municipal, João Leão, espera receber finalmente o apoio do secretário estadual do Planejamento, Zezéu Ribeiro, que declarou no mês passado não haver condições de implantação do VLT. Ribeiro, por sua vez, não abre mão do projeto que prevê o metrô na Paralela com o BRT nas alimentadoras - aprovado no último mês.

“Quando terminar (o metrô), pega os ônibus e coloca nas vias alimentadoras”, afirmou Leão. “Ao final do processo, teremos o metrô integrado ao BRT, como o governo do estado quer. Quando Zezéu entender isso, vai me apoiar”.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Só restam dois trens dos 12 que haviam na ferrovia do subúrbio de Salvador

08/07/2011 - Correio da Bahia

A prefeitura está às voltas para sustentar o sistema, que custa cerca de R$ 1,2 milhão por mês

Enquanto se fala em metrô, BRT e outras alternativas modernas de transporte de massa, os 158 anos de história dos trens que ligam a Calçada a São Tomé de Paripe parecem ter sido esquecidos. Os quatro veículos que restam dos 12 que o sistema já chegou a ter, estão velhos e sucateados. Só dois deles estão nos trilhos e os outros servem como reserva e fonte de peças para reposição. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (Setin), outros quatro trens estão em reforma.

Depois que herdou o trem do Subúrbio do governo federal, em 2005, como condição para a liberação de mais verba para o inacabado metrô, a prefeitura está às voltas para sustentar o sistema, que custa cerca de R$ 1,2 milhão por mês, mas só rende R$ 400 mil. A saída foi reduzir o horário de operação de 6h às 18h (era até as 22h), o que deixou insatisfeitos funcionários e usuários, já  que a redução afeta diretamente os salários, e o horário das 18h é um dos mais disputados pela população.

Além disso, desde novembro passado, o percurso que era feito em 25 minutos precisa de 1 hora e 20 minutos para ser completado. Isso graças à interdição para reforma da ponte de São João e à velocidade máxima dos velhos trens, que não ultrapassam os 20 km/h, segundo o sindicato dos ferroviários. A Setin diz que são 45 km/h.

O sistema nem de longe lembra o que transportava 40 mil passageiros por dia até a década de 90 (hoje são seis mil). Era neles que o motorista aposentado Ilo Roberto Alves Lemos , 64 anos, ia diariamente, entre 1960 e 1970, visitar a namorada Maria de Lourdes. “Ela morava em Periperi, eu ia contemplando a paisagem, pensando na vida”, relembra seu Ilo.

Já a dona de casa Thilda Muhana Dáu, 81, conta que na década de 50 pegou o transporte com duas amigas, só para  passear. “Foi na época de moça. Eu queria experimentar e achei uma beleza”, recorda. Hoje Ilo e Thilda se entristecem ao perceberem que todo o charme e poesia da época se perderam em meio à ferrugem e às pichações.

O assistente de estação José Alves de Jesus trabalha na estação de Plataforma há 35 anos e também sente falta dos tempos áureos. “De um dia pro outro, acordei funcionário municipal”, disse, se referindo à transferência de gestão, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para a Companhia de Transportes de Salvador (CTS).

“Agora eles terceirizaram a manutenção e tudo demora mais. Há dois anos chegaram trilhos novos, para serem trocados, mas até hoje a terceirizada não fez o serviço”, denuncia. A empresa Iesa, responsável pela manutenção, foi procurada, mas a área responsável não se pronunciou.

Problemas

Entre os maquinistas, as reclamações são muitas. O mato alto ao longo dos trilhos dificulta a visibilidade e, como se não bastasse, moradores de invasões locais quebraram vários trechos do muro de isolamento para fazer passagens clandestinas, que atravessam os trilhos. Algumas passagens são grandes e cimentadas, permitindo a passagem de carros, motocicletas, pessoas e até cavalos.

“É susto toda hora. Uma vez atropelei e matei um homem que atravessou na frente do trem”, conta o maquinista Evanildo Chaves, que tem 22 anos de profissão. O também maquinista Jorge Boaventura explica que o tempo de frenagem é bem maior do que nos carros. “Não é instantânea. Tem que ser programada, frear bem antes. Às vezes não dá tempo”. Segundo o Sindicato dos Ferroviários, este ano foram registrados três acidentes.

Tempo

Entre os passageiros, atualmente a maior queixa é o tempo de percurso, que subiu de 25 minutos para 1 hora e 20 desde novembro do ano passado, quando a ponte de São João, que liga as estações do Lobato e de Plataforma, foi interditada para reforma. Com isso, os passageiros precisam sair do trem na estação do Lobato, para pegar um micro-ônibus em direção a Plataforma, onde entram em outro trem que segue até Paripe.

A vendedora Suely Oliveira, moradora de Periperi conta que antes da interdição usava o trem todos os dias. “Agora não dá mais porque demora muito, só pego quando tenho tempo sobrando. Não vejo a hora de consertarem essa ponte. É uma diferença danada pro nosso bolso”, torce.

A passagem de trem custa R$ 0,50, um quinto do valor da tarifa de ônibus, que é R$ 2,50. Procurada, a Setin informou que a reforma está 70% concluída, e com previsão de ficar pronta em dezembro. A verba de R$ 60 milhões veio do governo federal.

Projetos de modernização nunca saíram do papel

Assistindo a essa degradação diária dos trens, a prefeitura bem que tenta fazer alguma coisa, mas, por falta de verba ou mesmo inexperiência, os resultados nem sempre são de todo bons. Apesar da insistência do secretário da Casa Civil, João Leão, em incluir a modernização dos trens no projeto de mobilidade anunciado pelo governo do estado no mês passado, o pedido não deve ser atendido a curto prazo. Pela previsão da Secretaria estadual do Planejamento (Seplan), esse sonho ficaria para depois da Copa do Mundo, numa segunda etapa de implantação do projeto, que prevê trilhos para a avenida Paralela.

O mesmo João Leão andou falando em aeromóvel e VLT (trens mais modernos) no lugar dos trens tradicionais e tantas outras ideias que até agora não foram para frente. Em 2009, na ânsia de substituir os veículos mais degradados, o prefeito João Henrique comprou os trens amarelinhos, que são veículos antigos reformados, vindos do Sudeste do país, sem sequer calcular se eles passariam pelo túnel de Periperi, no meio do percurso entre a Calçada e Paripe. Resultado: os trens chegaram e ficaram parados, esperando a CTS rebaixar o túnel para que pudessem passar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Governo anuncia transporte sobre trilhos; seriam 22km na Paralela
O secretário estadual de Planejamento, Zezéu Ribeiro, fez ontem o anúncio oficial do transporte de massa a ser implantado em Salvador para a Copa do Mundo
22.06.2011 | Atualizado em 22.06.2011 - 05:19
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Priscila Chammas | Redação CORREIO
priscila.chammas@redebahia.com.br


Os 6,5 quilômetros do primeiro trecho do metrô de Salvador não ficaram prontos em 11 anos, mas os 22 quilômetros anunciados ontem pelo governo do estado terão que ser licitados, contratados, construídos e estar operando, no máximo, até 31 de dezembro de 2013. E com o detalhe de que o projeto final ainda não está concluído.

 



 


O secretário estadual de Planejamento, Zezéu Ribeiro, fez ontem o anúncio oficial do transporte de massa a ser implantado em Salvador para a Copa do Mundo: trilhos de Lauro de Freitas até a Rótula do Abacaxi, e BRT (sigla em inglês para ônibus de trânsito rápido) nas vias chamadas alimentadoras (ruas que desembocam na Paralela). 

E o anúncio parou por aí, porque o governo ainda não sabe quantos corredores de BRT seriam implantados, se eles se estenderiam para Lauro de Freitas e a região do Iguatemi, quantas estações teria o novo transporte sobre trilhos, se ele seria construído no solo ou em vias aéreas, e nem se o metrô será metrô mesmo ou monotrilho (um trem que opera encaixado em apenas um trilho).

“Se for metrô vai ser construído no solo, nas laterais do canteiro central. No caso do monotrilho, as vias seriam suspensas”, explicou na entrevista coletiva Alberto Valença, diretor executivo da Secretaria de Planejamento (Seplan) e presidente do Grupo de Trabalho Executivo (GTE), responsável pela decisão.

Ele acrescentou que, no caso de construção no canteiro da Paralela, uma das poucas desapropriações seriam os postos de gasolina que ficam no local. “Sai bem mais barato do que fazer na lateral da pista e ter que indenizar aquele monte de terreno”, disse. 

MIX DE PROJETOS
Dos sete projetos apresentados por construtoras no mês passado, foram usados elementos de pelo menos cinco, embora não tenha sido divulgado quais foram as duas empresas que ficaram de fora. “Elas atenderam todas as premissas, mas não teve nenhuma completa”, explicou Valença.
Os critérios para a decisão foram a consistência de viabilidade técnica, ambiental e financeira, além da durabilidade do sistema e o interesse público.

Como nenhum projeto específico foi selecionado, a verba de R$ 2,5 milhões destinada a pagar o sistema vencedor será dividida proporcionalmente pelas cinco empresas.  Agora, elas saem de cena e o governo terá 45 dias para elaborar um termo de referência, com as características e regras para uma nova concorrência. Depois disso, pelo cronograma da Seplan, será aberta  uma ou mais licitações, para construção e administração dos sistemas de trilhos e BRT, da qual qualquer empresa poderá participar.

Até 31 de dezembro deste ano, a empresa tem que estar não só escolhida, como contratada e preparada para iniciar as obras nos primeiros dias de 2012. Em 31 dezembro de 2013, tudo precisa estar pronto e operando, ou Salvador corre risco de não ver a cara da Copa do Mundo.

O secretário especial para assuntos da Copa, Ney Campello, reconhece que o cronograma é apertado. “É irresponsabilidade dizer que chegaremos a 2014 de maneira confortável. Teremos que fiscalizar bem os prazos, para atingir esse objetivo desafiador”, diz.

PROJETO 
Ainda não existe um projeto final, apenas ideias e estimativas do governo. Uma delas é que o transporte tenha capacidade para atender até 80 mil passageiros por hora, a um custo de R$ 2,50 (passagem isolada) ou R$ 3,25 (bilhete integrado).

Para manter esses valores, o governo do estado teria que subsidiar o sistema em cerca de R$ 700 milhões por ano. Já o valor da obra, pode variar de R$ 2,6 bilhões a R$ 3 bilhões, verba que sairia principalmente do Ministério das Cidades, através dos PACs da Copa (R$ 570 milhões) e da Mobilidade
(R$ 2,4 bilhões).

As vias onde seriam implantados os corredores exclusivos de ônibus também é algo sem definição. “A ideia é fazer isso em vias mais largas, como a Dorival Caymmi e a Pinto de Aguiar”, disse Zezéu. Além destas, Alberto Valença citou também as avenidas Gal Costa, 29 de Março e Orlando Gomes.  As ruas mais estreitas continuam com o sistema de ônibus já existente.

Segundo Ney Campello, o governo estuda ainda implantar 215 quilômetros de ciclovias em Lauro de Freitas, na Paralela, no Centro Histórico e outras vias ainda não definidas. “Seremos a 2ª cidade da América Latina em quilômetros de ciclovia, perdendo só para Bogotá (Colômbia)”, assegurou.

Gestão disputada
Com o anúncio dos 22 quilômetros novos de metrô (ou monotrilho), o governo do estado pretende assumir também o trecho iniciado (há 11 anos) pelo município. “Estamos conversando com a prefeitura sobre esse projeto”, afirmou o secretário Zezéu. O trecho em questão está sendo construído pelo consórcio Metrosal, que inclui a construtora Camargo Corrêa, responsável também por um dos sete projetos.

A ideia do governo estadual é que a empresa vencedora da licitação para a construção e gestão do novo trecho do metrô herde também a administração do primeiro tercho, ainda em construção, que vai da Estação da Lapa à Rótula do Abacaxi (em fase final), com extensão prevista até Pirajá. Este segundo trecho é alvo de uma auditoria de uma equipe de engenharia do Exército, que deve dizer, até 1º de julho, qual o valor estimado para esta obra.

“Vamos pegar este valor e apresentar para a Metrosal. Se ela aceitar, fica com a obra, senão, abriremos nova licitação”, explica o secretário José Mattos, da Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura (Setin). A auditoria teve início depois que o consórcio foi alvo de denúncias de superfaturamento nas obras do primeiro trecho. Procurada, a Camargo Corrêa informou que não comentaria o assunto. Já o gerente-geral da Metrosal não foi localizado pelo consórcio até o fechamento desta matéria.

Especialistas desconfiam de prazo (Por Bruno Menezes)
Especialistas em trans porte, tráfego e urbanismo têm opiniões divergentes sobre o novo metrô. Para o coordenador do curso de Urbanismo da Universidade do Estado da Bahia  (Uneb), professor Ney Castro, há questões que não foram estudadas pelo governo estadual, como o plano econômico e financeiro da obra, a demanda potencial de passageiros e a projeção de crescimento da cidade, que segundo ele está defasada há mais de oito anos.

Ele diz ainda que o tempo também será vilão. “Se for calcado no esconderijo das contas e do orçamento, vai sair. Agora, pelos rigores da lei, se fizerem tudo dentro dos parâmetros legais, não teremos nada disso”, afirma.

“Além disso, o governo renunciou ao papel que deveria ter sido dele, já que perdeu a grande oportunidade de exercer o seu papel de gestor metropolitano quando terceirizou o direito e o papel de fazer a escolha do perfil tecnológico do transporte a ser escolhido”, comentou, referindo-se ao processo de chamada de projetos.  O professor Élio Santana Fontes, do Departamento de Transportes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), acredita no projeto, mas é cauteloso. “Se fosse subterrâneo, seria impossível, mas o modal ferroviário na Paralela tem capacidade mais elevada, já que o canteiro central é plano. Com investimento, o projeto é viável”, avalia.

Já a doutora em transportes da Politécnica da Ufba, Ilce Marília Dantas Pinto,  comemorou o projeto. “O trecho já era previsto. Seria a linha 2. É possível fazer, mesmo com tempo curto. Afinal, no Rio dá tempo, em Recife também. Por que aqui não?” .